Consultor é preso por extorquir uma startup de criptomoedas

O empresário Steve Nerayoff, foi contratado por uma startup de ativos digitais em Seattle para ajudar a formar parcerias e atrair investidores. A startup iria pagar um alto salário a Nerayoff pelos seus serviços, mas o empresário, supostamente, exigiu um pagamento muito maior que o combinado.

O empreendedor é um grande player do mercado de criptomoedas e se autointitula como um dos “arquitetos” do ETH. Em seu Twitter o empresário é visto falando sobre blockchain em conferências e conversando com Vitalik Buterin, cofundador do Etheruem.

Nerayoff foi encarregado de escrever o whitepaper da empresa e ajudar criar a sua imagem pública. Ele receberia 22.5% dos tokens emitidos pela startup e o mesmo percentual sobre qualquer financiamento levantado.

A startup referida nas acusações federais como “Empresa 1” arrecadou U$16 milhões em financiamento e Nerayoff deveria receber U$3.7 milhões. Contudo, ele teria exigido mais que a metade do valor arrecadado. Sob ameaça de sabotagem pública, geração de imprensa negativa e uso de contatos influentes para destruir a empresa, o empresário requisitou o valor de U$8,75 milhões.

A denúncia afirmou que Nerayoff aumentou suas reivindicações durante o Crash de 2018 requisitando 350 milhões de tokens da empresa.

Nerayoff ainda recorreu a Michael Hlady para que ele o ajudasse a fazer outras exigências.

“Prometo que vou destruir sua comunidade se as demandas de Nerayoff não forem atendidas”, disse Hlady ao executivo da empresa.

“Nerayoff e Hlady realizaram um shakedown antiquado, a ser pago com a criptomoeda do século 21”, comentou o advogado dos EUA para o distrito leste de Nova York, Richard Donoghue, em um comunicado à imprensa.

Segundo a defesa de Nerayoff, a “Empresa 1” devia dinheiro ao cliente e inventaram a história para não terem que pagar a dívida.

Nerayoff e Hlady foram presos pelas extorsões relatadas na terça-feira (17), mas ambos já estão sob fiança. Caso sejam considerados culpados das acusações podem pegar até 20 anos de prisão.

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