Libra não será lançado em nenhum lugar do mundo sem aprovação americana

Mark Zuckerberg tranquilizou os parlamentares americanos ao dizer, em uma reunião privada, que não lançará o Libra em nenhum lugar do mundo até ter a aprovação dos reguladores dos Estados Unidos.

Zuckerberg se recusou a responder perguntas de repórteres a respeito da reunião.

A conformidade com regulações é algo que o Facebook busca para lançar o Libra.

A Reuters informou que antes do anúncio oficial, o Facebook se encontrou com o Ministério das Finanças, o banco central e as autoridades reguladoras britânicas.

“O envolvimento com reguladores, formuladores de políticas e especialistas é fundamental para o sucesso do Libra”, disse uma porta-voz do Facebook. “Essa foi toda a razão porque o Facebook, juntamente com outros membros da Libra Association, compartilhou nossos planos mais cedo”.

Mesmo com o grande esforço da maior rede social, os reguladores parecem estar a cada dia mais céticos em relação ao lançamento da criptomoeda. As maiores preocupações são a promoção a lavagem de dinheiro e o potencial que o Libra terá de prejudicar o sistema financeiro tradicional.

Mark Carney, chefe do Banco da Inglaterra, apesar de defender uma moeda de reserva virtual, vê o Libra como um grande risco e diz que a criptomoeda deve enfrentar altos obstáculos regulatórios.

Na contramão, a Suíça tem se mostrado aberta ao Libra.

O diretor da Finma, Mark Branson acredita que o projeto do Facebook representa uma oportunidade para o país.

“Libra tem grandes ambições. Não precisamos de pressão estrangeira para reconhecer isso. Além disso, por trás do projeto há grandes e bem sucedidas corporações. Portanto, ficou claro desde o início que esse projeto poderia ter enormes dimensões e implicações”.

O Facebook tem sido um grande alvo do governo americano e não só por conta do Libra. O senador Josh Hawley solicitou que Zuckerberg vendesse o WhatsApp e Instagram. A solicitação da venda é uma tentativa de diminuir a interferência política nas eleições de 2020. A venda das redes é algo que Zuckerberg garante que não acontecerá e o lançamento do Libra pode seguir o mesmo caminho.

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