Criptomoedas podem ajudar a contornar sanções americanas feitas á Cuba

O embargo dos Estados Unidos em relação a Cuba foi imposto pelo governo americano em 1962 e tornou-se lei no começo dos anos 90. O embargo consiste em uma interdição de caráter econômico, financeiro e comercial. No final dos anos 90 Bill Clinton aumentou a proibição comercial entre as duas nações. Clinton limitou as comercializações de filiais estrangeiras de empresas americanas com Cuba em setecentos milhões de dólares por ano.

O embargo faz com que cubanos sejam afastados dos sistemas convencionais de pagamento internacionais e dos mercados financeiros. Contudo, com as criptomoedas e a internet móvel, lançada a quase um ano, os cubanos podem contornar as sanções dos Estados Unidos.

Jason Sanchez, morador de Havan, possui uma oficina de celulares e começou a comprar peças online com Bitcoin em 2018, informou ao SBS News.

Alex Sobrino, fundou um canal no Telegram chamado CubaCripto. No canal os cubanos podem debater e negociar criptomoedas.

Sobrinho diz que os cubanos já usam criptomoedas para uma variedade de atividades, como recargas de celular e compras online.

Cuba tem dados alguns passos mesmo que pequenos em direção às criptomoedas.

Fusyona, considerada a primeira Exchange de criptomoeda de Cuba, possui atualmente 1.300 clientes. A Exchange opera em todo o país e os cubanos fora da capital podem comprar Bitcoin, Litecoin, Ethereum, EOS, NEO, Cardano, Waves, Monero e Tron através de transferência bancária.

“Para estrangeiros, as criptomoedas são apenas outra opção. Mas para os cubanos, é uma necessidade e pode ser uma solução para sua exclusão da comunidade financeira global”, disse Adrian C. Leon, fundador da exchange.

As criptomoedas podem estar longe de se tornarem a principal forma de pagamento em Cuba, mas conseguiram mais uma vez se provam necessárias e eficientes em momento de falta de liberdade econômica imposta por governos.

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