Banco Venezuelano poderá trabalhar com criptomoedas

A Venezuela é o país da América Latina que mais se destaca quando o assunto é criptomoeda.

Com a crise econômica que assola o país há anos, os ativos digitais têm ajudado muito os habitantes locais. Recentemente o volume de negociações de Bitcoin bateu um novo recorde na Venezuela.

Na intenção de fugir das sanções americanas, o governo Venezuelano tem estimulado ao máximo o uso da criptomoedas.

No final de agosto o país lançou a “Patria Remesas”. O serviço realizado pela plataforma permite o envio de remessas para a Venezuela em Bitcoin ou Litecoin.

Ainda em julho desse ano, Nicolas Maduro ordenou que o Banco Estatal da Venezuela abrisse uma bancada de criptomoeda, especificamente para o Petro. E segundo o relato de alguns clientes do Banco, já aparece um novo módulo na interface para o registro de uma carteira de criptomoedas, mas ainda está nos estágios iniciais.

Os clientes do Banco, no momento só podem registrar a carteira do Petro, mas há a sugestão de que outras criptomoedas poderão ser apoiadas, pois, no menu há a opção do usuário escolher o “tipo de criptomoeda”.

Até o momento da escrita do artigo não houve nenhum pronunciamento do Banco.

O uso das criptomoedas está crescendo na Venezuela, mas para o economista venezuelano Danial Arraz, a adoção em massa ainda está longe de acontecer.

“No país, ainda não há adoção suficiente do bitcoin, porque, com poucas exceções, as criptomoedas, incluindo bitcoin e altcoins, são, geralmente, uma moeda proxy (substituta) para facilitar a troca de moeda fiduciária”.

Embora o argumento de Arreaz tenha lógica, a situação na Venezuela está cada vez mais difícil e as criptomoedas podem ser a saída que os venezuelanos tanto precisam.

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